sexta-feira, 25 de abril de 2014

Nada Sei!


Tenho a leve certeza de que nada sei.
Que de tanta rotatividade e translação
                me perdi algures;
Entre o meu e o teu mundo,
Entre verdades e falsidades.
O entrelaçar do vento em mim é ignição,
De breves fumos e portos seguros.
Que  dispostos chegam a romper
Com esta minha inercia.
Esta energia perdida ao longo do meu corpo
                Ao longo dos meus braços
                Ao longo desta linha de alma.
Não tenho bases firmes nem ideia certas;
Nego a exactidão
E expulso a emoção da fibras que me compõem.
Concordo com errantes
Que tal como eu vagueiam na vida,
Que num outro passado, e tal como eu, foram exasperantes.
Exasperaram da vida e dos outros, de eu e de mim.
De tanto elevar este progredir
Fomos, eu e eles, parar onde estávamos.
Sentados, inclinados sobre qualquer coisa
Pensativos pela vida.
E a olhar via a disputa acesa entre a minha vontade e a necessidade,
Combatiam freneticamente , incessantemente
E desistiam facilmente.
De nada vale lutar por aguas contrárias,
De mares e marés pendulares.

Fico assim igual, sem verdades.

J.Hope

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