sexta-feira, 25 de abril de 2014

Aceitação Um Dever Cívico!



       A aceitação é um dever cívico. Não devemos refutar a ideia de aceitar qualquer coisa, um evento, uma pessoa ou uma atitude. Não devemos formular qualquer tipo juízo de valor, é incorreto. Assim estamos a bloquear a aceitação. Podemos ter o caso de tanto acreditarmos nesses juízos de valor, que essas ideia pré-concebidas tornam-se numa falsa verdade. Devemos, então, analisar bem as nossas premissas e decifrar a veracidade das mesmas. Estamos perante uma aceitação verdadeira ou estamos convencidos que  aceitamos algo?
    Torna-se complicado distinguir estas duas, mas uma analise mais atenta de nós próprios e dos nosso pensamentos irá ajudar a revelar a veracidade e o grau de aceitação. Contudo é uma ideia irrealista descartar desta equação os outros. Eles desempenham um papel muito importante. Impõe-nos limites. E não é só a nós, mas também aos nossos pensamentos. É preciso ver o quanto estes “outros” nos podem ajudar. Talvez no inicio não seja claro, mas com o desenrolar do tempo é necessário estarmos atentos, pois são eles que nos vão dar dicas de como nos devemos analisar.  Não basta estarmos atentos, temos que estar presentes no momento. Isto é, aceitar o momento em que fazem parte o “eu” e os “outros”, e que nos relacionamos de uma forma própria, e que esse relacionar , numa visão atenta, dá-nos dicas de como nos devemos relacionar connosco mesmos. Ou seja aceitar-nos.
É um ciclo de trocas e com efeito bola de neve.
Devemos, pois, aceitar. Podem dizer que a teoria é de facto fantástica mas que a sua aplicação é mais difícil. -Concordo! Ninguém falou aqui em  facilidades. -Temos é que saber recompensar-nos em cada  passo que damos para o nosso progredir. Pode ser difícil, sim  aceitamos esse nível de exigência. Mas sempre que entendemos essa dificuldade ou esse obstáculo, temos que nos recompensar, porque acabamos de dar mais um passo, reconhecemos algo que nos incomoda. 
Excelente!
     O próximo passo é entender o porquê de nos incomodar. Aqui é muito importante a calma e paciência. Vai ser necessário pormo-nos no lugar das outras pessoas e entender a parte delas. Não podemos esperar respostas nesta fase, temos que ser nós a formular hipóteses. Hipóteses realistas, fase em que não nos devemos levar por extrapolações nem por pensamentos muito negativos nem mesmo muito positivos. Temos que ter frieza e a objetividade para a sabermos  formular as tais hipóteses.
Depois disso vamos ver que gradualmente o obstáculo que no inicio era do tamanho do Adamastor, agora é mais do tamanho de um muro que ladeia uma casa. E eis que começamos a aceitar. A redução do Adamastor a um muro é o inicio da nossa aceitação. É quando começamos a testar cada uma das hipóteses, tal como num estudo cientifico, que devemos estar atentos às variáveis, “eu”, “outros”, “mundo” e a relação entre cada uma delas. E gradualmente vamos eliminando as hipóteses, até ao ponto de nos esquecermos delas.
      O quê?
     Sim é verdade, vamos esquecendo o que nos levou até aqui. Não é amnésia que falo, é aceitar. Porque aquilo que nos incomodava já não nos diz nada, pelo menos não é para nos uma fonte de energia e pensamentos negativos.  Porque aqui aceitamos tudo aquilo o que aconteceu. E  tudo o que teve a ver com o obstáculo inicial, no futuro, será  como que uma arvore na beira da estrada. Sabemos que está la´, passamos por ela todos os dias, até podemos apreciar a beleza da arvore, mas passamos e continuamos a nossa vida sem que a arvore se torne o foco dos nossos pensamentos.


Aceite!

J.Hope

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