quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sensações




Fraqueiam-me os braços,
Que com o vento ganham movimento.
Deixo que o sol se deposite em mim,
Que o suor escorra de mim,
E se deposite neste oco pedaço de pele no pescoço.
Inspiro como se da ultima braçada se tratasse.
Sinto como me clareia este oxigénio,
Vejo como me inunda os vasos que lentamente se dilatam.
E relembro essas tuas mãos que fazem crescer monumentos.
Penso em  como seria bom tocar-lhes!
Só de pensar, o nó do peito ata mais forte ,quase a dilacerar!
Imagino o teu toque em mim e como as tuas mãos percorreriam o meu corpo.
Com os dedos, levemente desde a testa até aos braços!
Assim sentados lado a lado. Corpo com mãos! Com as tuas mãos!
Sinto a pele a ferver com a pureza do teu toque.
Semicerro os olhos e com o sol de fronte, vejo-te!
Bate-me agora uma brisa mais forte, embala-me novamente os braços.
E num movimento desenfreado treme-me o lábio
A vista ajusta-se e fico só!
Vem novamente o vento que calmamente toca sob as folhas,
Passa-me na face e seca-me o suor e traz-me ar.
Inspiro e expiro o que me é concedido.

Júlia.Hope

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