Viras o passeio e contornas edifícios,
Foges de concentrações,
E morres de ilusões.
Confias em olhares errantes
E bates à portas de mercantes.
Sonhas naus e mares
Afugentas com os pés.
Escondes-te de princípios
E brames aos precipícios
Um conjunto de indícios
Da tua loucura convergente
Da tua astucia maquinal
Do teu medo do mal
E da tua saturação mundial,
De pessoas, ideias e prazeres.
Deitas fora as tuas mágoas
E ajeitas com as tuas mãos
As tuas próprias tábuas.
Recompões-te daquilo que foi dito
E voltas para o teu lugar de gabarito.
J.Hope

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