Criei contigo formas e conversas,
Diálogos desconexos e excitantes.
Cheios de sonhos e verdades, de realidades
Compartilhadas , sentidas.
O peso do mundo e os meus medos.
Senti em ti a fuga e todos os remoinhos sociais
A escoarem ante o pasmo de mim
própria.
Drenaste, sem esforço essas vicissitudes e clareaste os meus muros.
Rompeste com as minhas ideias e soltaste-me os braços,
Que de tão laços de viver sem conformidade, se moviam
descompassados.
A minha pouca instrução nunca te tirou pesar, nunca te fez
parar.
De tão solta que ia, não conseguia ajustar a minha visão.
Quando ao mundo os meus olhos se adaptaram, e acordei por
fim,
Vi que não passara de um sonho! Uma epopeia de puras
verdades,
Despedaçadas e rompidas com a mitigação do racional.
Com o desfasamento do instantâneo em pedaços do mundo.
Vi que nunca mexeras esses teus lábios,
Nunca eles pensaram em referir este meu ser, carnal e
corporal!
Cheio de incompreensíveis missivas e hipóteses.
J.Hope

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