O conhecimento da matéria como ela é, é o inicio da
aceitação. É o que acontece com os objetos, como as pedras. Sabemos o que é uma
pedra, porque a tocamos, cheiramos e a vemos. Sabemos que as vamos encontrar
nas estradas, no mar e de vez em quando no sapato. Sabemos onde as podemos
encontrar, e não dedicamos muito tempo da nossa vida a debater muito as
questões da existência de pedras. Talvez para um pedreiro não o seja, mas para
os restantes é algo de banal. Não pensamos nelas como pensamos no trabalho ou
mesmo quando pensamos no que vamos comer. Aceitamos a sua presença, aceitamos a
sua matéria dura e inanimada, bela e banal. E sim é isto. Isto que deveríamos
fazer com todas as contradições da nossa vida. Aceitar a sua matéria.
Reconhecer a sua existência, e não fazer dela o tempo de antena dos nossos pensamentos. Claro que
devemos saber a existência deles, como é bom saber que há mais pedras na nossa praia
preferida, e será melhor, nessa situação levar uns chinelos mais
resistentes ou ir a outra praia. Tal como é bom saber quais são recursos que
devemos aplicar à resolução de um problema, mas tal não deverá ser o foco da
nossa atenção. Certo ,como não estamos 3 dias taciturnos a pensar qual a melhor solução levar uns
chinelos mais resistentes ou ir a outra praia.
“Muito bonito, mas nem todos os problemas são comparados com o dilema
dos chinelos!” – Reclama o leitor mais atento. E eu concordo com esta objeção.
Mas temos que saber reduzir as projeções dos nossos problemas. Tal como um
doente com cancro, sese mantiver focado no seu problema só vai fazer agravar o
seu estado. Daí que os doentes que conseguem combater esta doença sejam
propulsores ávidos de energia, de novas campanhas de sensibilização de cancro e
de mudança de vida. E para quem conhece estes lutadores sabe que são diamantes
de energia e de aceitação. Por muito difícil que fosse a doença, aceitaram o
seu problema e diminuíram as suas projeções mentais da negatividade,
extrapolaram, sim um outro lado mais positivo. E, felizmente, superaram a
doença. Sim a historia das pedras pode ser ridícula quando comparada com a do
cancro. Mas no seu âmago existem uma quantidade interminável de ligações.
1º Ver, tocar, cheirar, saborear- a pedra
2º Saber a sua existência
3º Aceitar a sua existência
4º Saber as hipóteses e recursos que possuo- chinelos ou
outra praia
5º Diminuir as suas projecções- “se calhar vou mas é a outra
praia!”
6º Extrapolar o que realmente o faz sentir bem –“a outra
praia até tem uma barraca de gelados!”
7º SEJA FELIZ

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