Parem o tempo, já não aguento mais!
Deixem-se de politicas e acordos!
Deixem-me acordar cedo!
Quero acordar e que cada ¼ de segundo me bata nas pálpebras
E
me acorde de mansinho!
Parem lá em cima de me incomodar!
Só quero desfrutar deste acordar;
Acordar do sonho e da fantasia,
Deixem
que a realidade venha devagar.
Deixem o meu pensamento arejar.
Dêem-lhe espaço!
Assim que os meus pés toquem nos chinelos e comece nos
lentos passos,
Deixem-me! Deixem-me e paz!
Não quero impregnar-me
de imundícies e pesquisar em índices de alas psiquiátricas
Institucionais
e governamentais!
Deixem-me incorrer em enganos gramaticais e sacudir os
braços nos dias de greve!
Corram daqui! Pensamentos menos próprios para uma cidadã do
mundo.
Fujam de mim, que ainda só acordei à 1 hora e já lavei a
cara!
Deixem-se de constitucionalidades e burocracias desmedidas!
Parvoíces de quem não sabe que faz!
Por isso mesmo! PAREM!
Deixem-me ser o que sou! Gratifiquem-me por pertencer a esta
vida!
Gozem aquilo que quiserem, mas não se metam comigo!
Corro com vocês hasteando a minha bandeira e a minha
verdade.
…
Fecho a porta e sento-me a contemplar a vista sobre o mundo.
Eles já foram. Estou só.
Estúpidos!
Se ao menos me tivessem trazido café…
Ora,
chega a minha hora do bálsamo!
Da alma, do corpo e do espírito!

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