Entre mim e ti há tudo!
Há um imenso deserto de entendimento e de pouco
conhecimento.
Somos almas que a minha imaginação resolveu juntar,
E que agora a minha realidade não consegue separar.
Todas as tuas fragilidades foram seladas e devidamente
protegidas,
Por mim, pela minha dignidade e pela minha coragem!
Todas elas existem para te defender e poupar aos vícios
alheios.
Contudo falho! E repito o cenário…
Entre mim e ti há tudo!
Há comunalidades que factos não conseguem provar!
Uma explosão de sentimentos que fazemos
Ou
faço travar!
Há conversas com palavras mudas. Que são tudo!
São
toda a história e toda a emoção.
Falamos e tocamos levemente,
Tu em ti e eu penso em tocar-te…
Mas tocamos! As nossas almas!
Tocam-se!
Fora de mim e fora de nós!
Fora
da realidade!
Há a placidez de um olhar,
Sublime,
carregado de dor!
Revejo-te. Ai estas, sozinho a olhar-me!
Comovo-me, não me movo!
Espero
pelo passo. Ele não chega. Recuo!
Consigo sentir a tua dor, o teu peso,
O teu olhar e o teu sorriso.
Lá não estão, mas eu vejo-os e muitas vezes os imagino.
Entre mim e ti há tudo!
Um mundo de ilusão e de muita comoção.
A tua imagem acelera-me e descompõe-me!
Imagino uma e outra vez esse teu olhar, carregado,
De
ti e da tua forma de ser.
Entre mim e ti não há nada,
Visto
à luz da claridade! Da Realidade!
Nada há!
Silêncio
que se perpétua!
Conheço-te pelo olhar!
Sim esse que me afugenta as ideias e os pensamentos,
E
se crava no meu peito!

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