quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ser Lusitana


Isto de ser português é ser acima de tudo poeta,
Romancear sobre a vida e vive-la como dramático.
É sentir tudo e não sentir nada.
Mergulhar nos problemas e deixar que o vinho os leve.
É amarrar ao peito o clube e colher o sol na praia nos meses de inverno.
Cidadãos defensores da pátria nas tempos vagos,
Fervorosos adeptos do que cá não se faz, 
                                                 durante o trabalho.
Algo falha!
                              Está errado e queixam-se da falta de planeamento.
Chega a hora de planear é aí que o trabalho aperta.
Então para viver mais confortavelmente desaperta o trabalho,
E critica quem manda.
Pessoas de bem, não há quem tire a razão.
Acolhedores dizem uns com ar de contentes,
Habituados à frieza dos países mais frios.
Pais que só acolhe quando abordado, mas oferece um pastel de nata!
De paisagens, com mar e comida se enche o país,
Não esquecer os velhos reformados que também eles fazem parte dos monumentos das cidades.
Mas pensado pelo lado positivo, estamos a povoar o mundo,
Com grandes génios das artes e ciências que lá fora estão como que em casa;
E que em casa são corridos e ou ignorados.
Ser português é esperar por D.Sebastião,
Que surgirá entre o nevoeiro da desertificação do pais luso.
Lusitanos chamamo-nos com o coração,

Mas o que nos somos a final então?

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Entre mim e ti!


Entre mim e ti há tudo!
Há um imenso deserto de entendimento e de pouco conhecimento.
Somos almas que a minha imaginação resolveu juntar,
E que agora a minha realidade não consegue separar.
Todas as tuas fragilidades foram seladas e devidamente protegidas,
Por mim, pela minha dignidade e pela minha coragem!
Todas elas existem para te defender e poupar aos vícios alheios.
Contudo falho! E repito o cenário…
Entre mim e ti há tudo!
Há comunalidades que factos não conseguem provar!
Uma explosão de sentimentos que fazemos
                               Ou faço travar!
Há conversas com palavras mudas. Que são tudo!
                               São toda a história e toda a emoção.
Falamos e tocamos levemente,
Tu em ti e eu penso em tocar-te…
Mas tocamos! As nossas almas!
                               Tocam-se! Fora de mim e fora de nós!
                               Fora da realidade!
Há a placidez de um olhar,
                Sublime, carregado de dor!
Revejo-te. Ai estas, sozinho a olhar-me!
Comovo-me, não me movo!
                Espero pelo passo. Ele não chega. Recuo!
Consigo sentir a tua dor, o teu peso,
O teu olhar e o teu sorriso.
Lá não estão, mas eu vejo-os e muitas vezes os imagino.
Entre mim e ti há tudo!
Um mundo de ilusão e de muita comoção.
A tua imagem acelera-me e descompõe-me!
Imagino uma e outra vez esse teu olhar, carregado,
                               De ti e da tua forma de ser.
Entre mim e ti não há nada,
                               Visto à luz da claridade! Da Realidade!
Nada há!
                               Silêncio que se perpétua!
Conheço-te pelo olhar!
Sim esse que me afugenta as ideias e os pensamentos,

                               E se crava no meu peito!

Parem o Tempo!


Parem o tempo, já não aguento mais!
Deixem-se de politicas e acordos!
Deixem-me acordar cedo!
Quero acordar e que cada ¼ de segundo me bata nas pálpebras
                                               E me acorde de mansinho!
Parem lá em cima de me incomodar!
Só quero desfrutar deste acordar;
Acordar do sonho e da fantasia,
                               Deixem que a realidade venha devagar.
Deixem o meu pensamento arejar.
Dêem-lhe espaço!
Assim que os meus pés toquem nos chinelos e comece nos lentos passos,
Deixem-me! Deixem-me e paz!
Não quero impregnar-me  de imundícies e pesquisar em índices de alas psiquiátricas
                               Institucionais e governamentais!
Deixem-me incorrer em enganos gramaticais e sacudir os braços nos dias de greve!
Corram daqui! Pensamentos menos próprios para uma cidadã do mundo.
Fujam de mim, que ainda só acordei à 1 hora e já lavei a cara!
Deixem-se de constitucionalidades e burocracias desmedidas!
Parvoíces de quem não sabe que faz!
Por isso mesmo! PAREM!
Deixem-me ser o que sou! Gratifiquem-me por pertencer a esta vida!
Gozem aquilo que quiserem, mas não se metam comigo!
Corro com vocês hasteando a minha bandeira e a minha verdade.
Fecho a porta e sento-me a contemplar a vista sobre o mundo.
Eles já foram. Estou só.
                               Estúpidos!
Se ao menos me tivessem trazido café…
                               Ora, chega a minha hora do bálsamo!

Da alma, do corpo e do espírito!