Isto de ser português é ser acima de tudo poeta,
Romancear sobre a vida e vive-la como dramático.
É sentir tudo e não sentir nada.
Mergulhar nos problemas e deixar que o vinho os leve.
É amarrar ao peito o clube e colher o sol na praia nos meses
de inverno.
Cidadãos defensores da pátria nas tempos vagos,
Fervorosos adeptos do que cá não se faz,
durante o trabalho.
Algo falha!
Está errado e queixam-se da falta de planeamento.
Está errado e queixam-se da falta de planeamento.
Chega a hora de planear é aí que o trabalho aperta.
Então para viver mais confortavelmente desaperta o trabalho,
E critica quem manda.
Pessoas de bem, não há quem tire a razão.
Acolhedores dizem uns com ar de contentes,
Habituados à frieza dos países mais frios.
Pais que só acolhe quando abordado, mas oferece um pastel de
nata!
De paisagens, com mar e comida se enche o país,
Não esquecer os velhos reformados que também eles fazem
parte dos monumentos das cidades.
Mas pensado pelo lado positivo, estamos a povoar o mundo,
Com grandes génios das artes e ciências que lá fora estão
como que em casa;
E que em casa são corridos e ou ignorados.
Ser português é esperar por D.Sebastião,
Que surgirá entre o nevoeiro da desertificação do pais luso.
Lusitanos chamamo-nos com o coração,
Mas o que nos somos a final então?


