domingo, 29 de junho de 2014

Castelos de Areia


Porque tudo aquilo que tocas se torna em areia.
Transformas a própria estrutura em disformidade.
Recolhes sobre ti espécies do tamanho da imensidade
da tua visão periférica.
Triste,
Choras lágrimas de água selvagem
Que lavam as margens do meu ser.
Do ser que se aloja em mim, e que me não pede permissão,
Que tu sem que me haja antemão,
Arremessas para longe!
Sem dó nem preocupação!
As tuas mãos de tanto destruir
Tornaram-se em osso prestes a cair!
Desfazes-te, tal como tudo que dizimas.
Mas proferes heresias às minhas rimas!
Que não são mais do que obras pensadas e ensaiadas,

Feitas à tua imagem e autoria. 

J.Hope

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