quarta-feira, 21 de maio de 2014

A Tua Influência


O efeito que tens sobre mim excede qualquer ideia,
Qualquer que seja a minha vontade e qualquer que seja a minha acção
Ages sobre mim e torno-me como um vulcão.
Este andar no fim da linha é inseguro,
Tremo por poder cair para o outro lado,
Lado dominado pela tua tensão e pela tua acção.
Não sei lidar com essa tua atenção,
                Ou falta dela.
Sou ou não um pêndulo do tempo na tua mão?
A passagem do tempo traz-me uma emoção,
E uma leve sensação de pertença,
De existência nesse teu mundo por descobrir.
Vaguearei por essas tuas ruas de racionalização?
Ou tudo isto não passou de uma má indicação,
De uma rua que tomei por falta de atenção,
E vim dar ao cais do mundo.

Cais longe da solidão. 

J.Hope

sábado, 10 de maio de 2014

O que é ser sensacionista?


Isto de ser sensacionista é mandar-me descrever numa forma descritiva detalhada
Este meu viver de ser racional! Ou emocional!
Ter prazer de não pestanejar para não perder o espectáculo que é viver!
Ou de se pensar que se vive!
O facto é que se vive, e que se pensa!
Pelo menos nisto das sensações! E das emoções também!
-Como?
Sim! É isso, pensar nas sensações e quais as emoções!
-Mas quais?
Pois, isso será contigo e com os deuses! ( ou com o diabo)
 -Bom mas então vives ou vais sobrevivendo?
Ainda estou a descobrir, este meu arfar de pessoa tapa-me a audição!
E como nunca fui dotada de visão e tacto fico-me pelo olfato e palato!
-Diz-me o que até agora aprendeste?
Muita coisa de tudo, e foi como um desaprender de tudo um pouco!
-Foi bom esse teu evoluir! Aprendes-te a desaprender!
A criar em mim ilusões! Issa é a minha aptidão. Sou como uma artesã,
Cria a partir de um pequeno pedaço de cortiça a grande pintura.
-Transfiguração, falas?
                -não é a minha voz! E a minha razão!
-Mas é razão ou sensação? Ou emoção?
É cada coisa ao seu tempo. E Às vezes nada!
-Então és tu e não és tu, que te perdes de “tu”?
Sim, é essa a minha definição de sensacionista e projetista!
Projetista de ideias e sonhos e casas e muros….
-Crias um mundo?

Sim daqueles  divergentes!


J.Hope

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sensações




Fraqueiam-me os braços,
Que com o vento ganham movimento.
Deixo que o sol se deposite em mim,
Que o suor escorra de mim,
E se deposite neste oco pedaço de pele no pescoço.
Inspiro como se da ultima braçada se tratasse.
Sinto como me clareia este oxigénio,
Vejo como me inunda os vasos que lentamente se dilatam.
E relembro essas tuas mãos que fazem crescer monumentos.
Penso em  como seria bom tocar-lhes!
Só de pensar, o nó do peito ata mais forte ,quase a dilacerar!
Imagino o teu toque em mim e como as tuas mãos percorreriam o meu corpo.
Com os dedos, levemente desde a testa até aos braços!
Assim sentados lado a lado. Corpo com mãos! Com as tuas mãos!
Sinto a pele a ferver com a pureza do teu toque.
Semicerro os olhos e com o sol de fronte, vejo-te!
Bate-me agora uma brisa mais forte, embala-me novamente os braços.
E num movimento desenfreado treme-me o lábio
A vista ajusta-se e fico só!
Vem novamente o vento que calmamente toca sob as folhas,
Passa-me na face e seca-me o suor e traz-me ar.
Inspiro e expiro o que me é concedido.

Júlia.Hope