quinta-feira, 21 de abril de 2016

Hoje Acordei com Saudades


Porque hoje acordei com saudades do mar calmo que batia à minha janela;
De quando me debruçava na varanda e sentia o vento e o barulho das folhas;
Da calma dos momentos.
Da intensidade das sensações.
Quanto eu pedi ao sol que me batia nos olhos, pela clemência de um amor perdido!
Que saudades tenho daquele vento que me embalava a calma, e me saciava as lembranças e os desejos.
Quantas vezes me perdi nas conversas com os vizinhos,
E no sabor dos bolos!
Deixava-me reclinar na cadeira dos pensamentos, no alçapão do conforto!
Tantas vezes fugi de mim ali…
Naquele lugar de sol ardente e brisas suaves.
Sinto saudades das paredes brancas, frias e húmidas no inverno,
Do chão lacado de madeira e das janelas poeirentas.
O quanto eu sinto saudades daquela casa!
Daquele espaço do mundo. Do meu universo.
Agora, já era. Já passaram as brisas e ventos, que agora não sinto.
As chuvas já molharam o chão das varandas e eu não vi.
Já fechei a porta do quarto e limpei o pó.
As vizinhas já partiram com os bolos.
Agora, no silêncio do vazio, às vezes sinto aquela brisa.
E vêm-me saudades,

                E lágrimas às convivências de outros tempos.