domingo, 15 de março de 2015

Batalha


Vou-te conquistando com o que tenho.
Afino as minhas armas e preparo o contra-ataque.
Relembro a estratégia, ajeito os punhos,
E lanço-me em frente!
Corro, sou a primeira. Os meu músculos gemem,
O sangue fervilha, as trocas linfáticas intensificam-se!
Ao movimento pendular dos meus braços e à força da minhas pernas,
Chegam-me as gotas de suor.
Sinto-as a principiar nas frontes até ao meu pescoço,
Vou-as limpando, quando posso.
Com a arma apontada vou conquistando!
Um a um, lentamente, freneticamente,
                O meu espaço
                O meu caminho
                O meu anseio
Depois da batalha conquistada, recolho!
Recolho-me sobre mim. Meço a distância entre a batalha e a guerra.
Re-ajusto a estratégia e lanço-me!
                Sobre o meu leito!
Caiado de estrelas e sonhos!

Aceleras-me o coração!

Aceleras-me o coração!
Excedes a velocidade do meu coração! 
Corres-me com o pensamento!
                Ficas só tu!
Perante a luz que sai do meu ser!
                Impões-te! Afirmas a tua posição!
Clamas com a tua pose descontraída,
O que eu não fazia por esses olhos?!
O que eu não faço por esses olhos.
Só de os imaginar foge-me o ar!
Esses dois oceanos de clara água, banham a imensidão do teu riso,
E espelham em mim amor!
O quanto não consegues destruir o que já tantas vezes reconstruí?!
Relembro esse teu corpo no chão,
Como que adormecido pela minha ausência.
Que bom saber que me sentes e que sentes a minha ausência!
Mas entristeço por saber que não lhe posso tocar!

Que não posso fazer desaparecer essa tua saudade de corpo de mim!

Tenho Saudades Tuas!


Tenho saudades tuas,
Não sei como cheguei até aqui.
Mas sinto-me sem ti!
Era tão bom naquele tempo de sentimentos desmedidos,
Com acções de glórias nacionais,
De capacidade transfiguradas e revigoradas.
Tenho saudades do tempo em que me sentia triste,
E arrependida por não te falar
ou não te olhar.
Esses tempos foram e terminaram.
Ainda sinto, de vez em quando aquela dor,
No meio do meu corpo,
                               Que me cobre o estômago e me arde as frontes!
                               E relembro-me de ti!
Vejo, agora, a força que exercias sobre mim,
                               E agora perdeu-se…
Quem me dera voltar aos tempos de pensamentos insanos,
E de revoltas tumultuosas e de choros descontrolados!
Revejo o que se passou e não vejo o sentido

De hoje, não ter saudades tuas!

O que é a Razão?


A razão nunca tem sentido!
Todos a falam  sem terem  antes vivido.
Pois todos a dizem sem nunca a terem perdido,
Nas palavras mais absurdas em que o medo,
Se encolhe de tanta razão desaparecida,
Entre palavras de tanta maldade genuína.
Que todos a fazem para a ter e nunca a perder,
Por uma causa ainda não resolvida.

Rewind


A saudade muito nobre se apresenta fica e morde.
Não apenas por magoar mas para a evolução ,
Que cada ser humano corre para não sofrer em vão.
Leva almas penadas de energias gastas em guerras,
Já há muito perdidas pela própria solidão,
Que desvanece na sua própria escuridão.
 Levemente diz e vai sem dizer o destino,
Que marca o fim do novo inicio.
Porque passa ?
Ainda não sei !
Porque vem ?
Tento aprender com a situação…
Talvez porque goste?
Não digo que não!
Mas vem e permanece intacta a indigna solidão!